Perfil Epidemiológico da Hanseníase no Maranhão

Análise de Raça/Cor e Escolaridade (2019–2024)

Autores

  • Isamara Silva Santos Centro universitário Afya Teresina Autor
  • Vinícius Lima Borges Centro Universitário UNINOVAFAPI Autor
  • Danieles Guimarães Oliveira Centro Universitário UNINOVAFAPI Autor

Palavras-chave:

Hanseníase, Epidemiologia, Determinantes Sociais da Saúde, Vulnerabilidade Social

Resumo

Introdução: A hanseníase permanece como uma doença negligenciada no Brasil, intrinsecamente ligada a cenários de vulnerabilidade social, desigualdades raciais e baixos índices de escolaridade. Apesar dos avanços nas políticas públicas, o estado do Maranhão mantém-se como uma unidade de elevada endemicidade, refletindo disparidades socioeconômicas e fragilidades no acesso aos serviços de saúde, especialmente entre populações historicamente marginalizadas. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da hanseníase no Maranhão entre 2019 e 2024, sob a ótica das variáveis raça/cor e nível de escolaridade. Metodologia: Estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, realizado com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). Foram analisados todos os casos confirmados no período, utilizando estatística descritiva simples para frequências absolutas e relativas. Resultados e Discussão: Foram notificados 18.170 casos. Observou-se a predominância da doença na população autodeclarada parda (58,15%), seguida pela preta (13,59%) e branca (10,99%), evidenciando o recorte racial do agravo. Quanto à escolaridade, a concentração foi maior em indivíduos com baixa instrução: 1º ao 4º ano incompleto (19,52%), 5º ao 8º ano (13,86%) e analfabetos (12,81%). Em contraste, indivíduos com ensino superior completo representaram apenas 1,34% dos casos. A proporção de dados "ignorados" sugere falhas na notificação que podem mascarar a real magnitude do problema. Conclusão: A hanseníase no Maranhão é um reflexo das iniquidades sociais. Os achados reforçam a urgência de fortalecer a Atenção Primária e implementar políticas de equidade que considerem os determinantes sociais para o controle efetivo da transmissão. 

Biografia do Autor

  • Vinícius Lima Borges, Centro Universitário UNINOVAFAPI

    Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário UNINOVAFAPI.

  • Danieles Guimarães Oliveira, Centro Universitário UNINOVAFAPI

    Docente do Curso de Medicina do Centro Universitário UNINOVAFAPI. Doutoranda em Engenharia Biomédica.

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Publicado

05.02.2026