Perfil Epidemiológico e Tendência Temporal da Hanseníase no Piauí

Análise do Período 2015-2024

Autores

  • Maria Eduarda da Silva Santos UNIFACID – IDOMED TERESINA Autor
  • Maria Alice Virgino Costa Centro Universitário UNIFACID – IDOMED Autor
  • Maria Eduarda Bastos Mascarenhas Centro Universitário UNIFACID – IDOMED Autor
  • Maria Fernanda Lacerda Costa Centro Universitário UNIFACID – IDOMED Autor
  • Mariana Letícia Sousa Xavier Centro Universitário UNIFACID – IDOMED Autor
  • Klégea Maria Câncio Ramos Cantinho Centro Universitário UNIFACID – IDOMED Autor

Palavras-chave:

Mycobacterium leprae, Notificação de doenças, Saúde pública

Resumo

Introdução: A hanseníase permanece como um relevante problema de saúde pública no Piauí, estado caracterizado pela elevada endemicidade e por desafios persistentes no controle da transmissão. Causada pelo Mycobacterium leprae, a patologia exige vigilância contínua para evitar diagnósticos tardios e incapacidades físicas. A análise de séries temporais constitui uma ferramenta essencial para avaliar o impacto de eventos externos — como a pandemia de COVID-19 — sobre a capacidade diagnóstica da rede estadual. Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição municipal dos casos de hanseníase notificados no Piauí entre 2015 e 2024. Metodologia: Estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). A coleta ocorreu em dezembro de 2025. As notificações foram analisadas por município de residência e ano de diagnóstico, com cálculo de frequências e variações percentuais. Resultados e Discussão: Registraram-se 10.390 casos no período. O pico ocorreu em 2017 (1.334 notificações), seguido por uma queda acentuada em 2020 (706 casos), o que representa uma redução de 47%. Este declínio coincide com a fase crítica da pandemia, sugerindo subnotificação por isolamento social e redirecionamento da Atenção Primária. Entre 2021 e 2024, as notificações estabilizaram-se (média de 900 casos/ano), patamar ainda inferior ao pré-pandémico. Teresina concentrou a maior carga (3.276 casos), seguida por Parnaíba (481) e Floriano (406), reiterando a prevalência em pólos urbanos. Conclusão: A hanseníase mantém circulação significativa no estado. A redução artificial de notificações na pandemia indica uma carga oculta da doença e risco de aumento em casos com sequelas. Urge fortalecer a busca ativa e a educação em saúde para retomar a detecção precoce.

Biografia do Autor

  • Maria Alice Virgino Costa, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED

    Discentes do Curso de Medicina, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED, Teresina, PI, Brasil.

  • Maria Eduarda Bastos Mascarenhas, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED

    Discentes do Curso de Medicina, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED, Teresina, PI, Brasil.

  • Maria Fernanda Lacerda Costa, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED

    Discentes do Curso de Medicina, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED, Teresina, PI, Brasil.

  • Mariana Letícia Sousa Xavier, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED

    Discentes do Curso de Medicina, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED, Teresina, PI, Brasil.

  • Klégea Maria Câncio Ramos Cantinho, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED

    Docente do Curso de Medicina, Centro Universitário UNIFACID – IDOMED, Teresina, PI, Brasil.

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Publicado

05.02.2026